segunda-feira, janeiro 24, 2005

[Disco] Khonnor "Handwriting". O paralelo mundo dos "morangos com açucar"...

O ano que passou foi recheado de belíssimos debuts.
No que diz respeito à electrónica tivemos álbuns, tremendamente, maduros e sofisticados sob vários pontos de vista. O mais surpreendente é que vários dos mentores desses projectos musicais são bastante jovens.
É, precisamente, o que se passa com Khonnor e o seu álbum de estreia “Handwriting”. O “ambiente desolador levado a um outro extremo” deste disco provém das mãos de um rapazinho canadiano, com 18 anos, (na altura do lançamento tinha 17), de seu verdadeiro nome Connor Kirby-Long.
De facto, cada vez mais a população teenager prefere a parafernália electrónica que se pode instalar num quarto lá de casa do que ir para a garagem com os vizinhos e formar a típica banda que “dá umas curvas” às guitarras. Remexendo no material que sai de contínuas sessões de “encafuanço”, encontramos melodias, sons abstractos e/ou meros ruídos que têm marcado alguma diferença no actual panorama musical electrónico. Já que mais não seja, pelo facto de constituírem delicadas peças individuais de indisciplinada emotividade que teima em sair cá para fora pelos meios mais estranhos...
Contudo, “Handwriting” não deixa de ter, nitidamente, a influência das referidas bandas de “guitarradas”. Principalmente, de sonoridades de há 1 ou 2 décadas atrás. É, é estranho…
K. faz música electrónica mas também ouve e ouviu muita pop e rock. Por essa razão, grande parte das faixas deste seu trabalho tem um cariz pop que não afronta os puristas de qualquer uma destas cenas musicais. Não há muitos arrojos experimentais em K. mas isso é algo amplamente ultrapassável pela “densidade emocional” que transparece nas simples mas eficazes letras que vão saindo da voz que ecoa no álbum e pelos ambientes noise que lembram bandas como os My Bloody Valentine, os Mercury Rev ou, pasmem-se, os Go-Betweens…Aqui, confesso que a minha cultura musical não chega para tanto mas este registo de influência é dado pelo próprio eighteen-boy.
De qualquer forma, os ouvidos mais virados para a electrónica podem sossegar e escutar atentamente este álbum porque K., obviamente, também reflecte nomes como os de Aphex Twin, To Rococo Rot e até do grande guru do dub, Pole. O fim do Milénio (já lá vão 4 anos) trouxe a sistematização e, quiçá, massificação mas também a depuração e, subsequente, transformação daquilo que de melhor se fez em termos de experiências “electro-sónicas” nos últimos anos do séc. XX.
Pudemos ficar a saber, pelo próprio K., que sempre gostou de electrónica, de música experimental mas que não foi por isso que deixou de gostar de “straightforward guitar pop”!
Tendo K. optado por dar uma voz masculina, mas doce (será mesmo a dele?) a algumas das faixas, “Handwriting” tomou, como que, um certo toque intimista e pomo-nos logo a pensar em algo autobiográfico. Desenganem-se!
Segundo ele, nem tudo o que está naquelas músicas pode ser levado “à letra” e estas não reflectem, exclusivamente, os típicos problemas de gente que acabou há pouco tempo de deixar de ser imberbe. Porque algo de críptico, abstracto e impressionista também faz parte desta “caligrafia” ainda por definir…diz ele que nem poderia ser de outra forma porque iria sentir-se deveras envergonhado com tanta honestidade e despudor sentimental. E é imperativo manter uma certa magia… K. revela bom-senso e muito sentido de humor quando protege a sua privacidade tendo escolhido, por enquanto, não dar a cara…
Aqui fica uma foto de Khonnor, “devidamente”, mascarado para a ocasião.
Termino com os nomes de três revistas da especialidade que falam de “Handwriting” e do seu trajecto: Future Music, Metro e a Other Music. Basta uma navegação, em velocidade de cruzeiro, num qualquer motor de busca actualizado e terão esta informação e muita mais ao vosso inteiro dispor.



 

 

 

Informação sobre o blog (para ler aquando da primeira visita a este blog)

 

Email:

 

 

(Instruções: o que é e o que é preciso fazer?)

 

Emissões:

Podcast 1

Podcast 2

Podcast 3

Podcast 4 (emissão especial)

Podcast 5

Podcast 6

Podcast 7

Podcast 8

Podcast 9

Podcast 10

Podcast 11

Podcast 12

Podcast 13

Podcast 14

Podcast 15

Podcast 16

Podcast 17

Podcast 18

Podcast 19

Podcast 20

 

 

Outubro 2004

Novembro 2004

Dezembro 2004

Janeiro 2005

Fevereiro 2005

Março 2005

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Julho 2005

Agosto 2005

Setembro 2005

Outubro 2005

Novembro 2005

Dezembro 2005

Janeiro 2006

Fevereiro 2006

Março 2006

Abril 2006

Maio 2006

Junho 2006

Julho 2006

Agosto 2006

Setembro 2006

Outubro 2006

Novembro 2006

Dezembro 2006

Janeiro 2007

Fevereiro 2007

Março 2007

Abril 2007

Maio 2007

Junho 2007

Julho 2007

Agosto 2007

Setembro 2007

Outubro 2007

Novembro 2007

Dezembro 2007

Janeiro 2008

Fevereiro 2008

Março 2008

Abril 2008

Maio 2008

Junho 2008

Julho 2008

Agosto 2008

Setembro 2008

Outubro 2008

Novembro 2008

Dezembro 2008

Fevereiro 2009

Março 2009

Abril 2009

Maio 2009

Junho 2009

Julho 2009

Agosto 2009

Outubro 2009

Novembro 2009

Dezembro 2009

Janeiro 2010

 

 

[DISCO] VA "Nylon Showcase#3"

 

[DISCOS] The Prodigy "Always Outnumbered, Never Ou...

 

[Info] Conferências "O Caminho da Folk Music"

 

[Info] NIN em digressão e entrevista ao OTITES

 

[DISCO: vintage] Jonnhy Cash "American IV - The ma...

 

Depeche Mode - "Devotional" e "Remixes 81-04"

 

[DISCO] Humanos "Humanos"

 

[O melhor de 2004]

 

[DISCO] Nine Inch Nails "The Downward Spiral"

 

[Disco] acústico vs electrónico

 

 

 

 

Posts referentes aos discos mais marcantes de cada redactor do "otites":

 

Juiz:

[DISCO(s): marcante(s)] “Três Selecções

 

Work Buy Consume Die:

[DISCO: marcante] “Blue Lines” Massive Attack

 

Rudi:

[disco mais marcante] "Specials" The Specials

 

Serebelo:

[Disco mais marcante] "Hope Blister" ...smile´s ok

 

Escrito:

[discos mais marcantes] Três selecções

 

Kid Cavaquinho:

[disco mais marcante] Alpha - Come From Heaven

 

CrazyMaryGold:

[discos mais marcantes] Incunabula & Amber...

 

 

Work Buy Consume Die:

 

Escrito:

Rudi:

The English Beat - Beat This
Erode - Tempo Che Non Ritorna
Dance Hall Crashers - 1989-1992 (1993)
One Step Beyond - 45 Classic Ska Hits
The Redskins - Neither Washington Nor Moscow

 

Serebelo:

Tom Zé - Imprensa Cantada

Gorillaz - Demon Days

Bloc Party - Silent Alarm

Arcade Fire - Funeral

!!! - Louden Up Now

 

Kid Cavaquinho:

Africa Funk - Vol. 1

Cubanismo! - Malembe

Gor - Crosaides

Zeca Afonso - Galinhas do mato

Rão Kyao - Porto alto

 

 

 

1 Pouco Mouco

Alta Fidelidade

A Big Black Boat

A Vítima Respira

Braindance

Bitlogger!

Caixa de Ritmos

Clube de Fans do José Cid

Crónicas da Terra

Dance Not Dance

Deep & Lounge

Easy M

Electro-Lights

Electroshocker

Error_404

Grooves Clash

Hit Da Breakz

Intervenções Sonoras

Juramento Sem Bandeira

Major Eléctrico

Mundo Urbano

Música Digital

Music Producer Center

Notas Agudas

O Puto – O Tipo – O Tóto

O Som e a Fúria

Orelha do Ano

Pautas Desafinadas

Percepções

Play On Tape

Quark! Quark!

Queridos Anos 80

R.B.S.

Rádio Tranquera

Revoluções por Minuto

Rita Carmo

Rock em Portugal

Sound + Vision

The Tracker

 

Powered by Blogger

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

[Buy Opera!]

Get Firefox!

Get Thunderbird

Last FM

ouvidos abusados