terça-feira, dezembro 28, 2004

[O melhor de 2004]

Este 2004 foi curto para o OTITES, mas mesmo assim deixa-se por aqui o que segundo alguns dos nossos colaboradores foi o melhor do ano.


CrazyMaryGold

KHONNOR, "Handwritting" da Type Records; belíssimo para quem só tem 18 anitos!
Por razões ultra femininas e pessoais o álbum de MARA CARLYLE "The Lovely" da Accidental.
BOCKUM WELT "Kissing a Robot Goodbye" da Device Electronic Entertainment
PROEM LIVE , "The Dark Side of Electronic", Merck Records.
DEAF CENTER, "Neon City" EP da Type Records.


Work Buy Consume Die

Zero 7- When It Falls
The Crystal Method - Legion of Boom
Micro Audio Waves - No Waves
Massive Attack - Danny The Dog


Serebelo

Nick Cave & The Bad Seeds - The Lyre of Orpheus / Abbatoir Blues
Bjork - Medúlla
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
Scissor Sisters - Scissor Sisters
Devendra Banhart - Niño Rojo

Obrigado aos que nos acompanham e que o 2005 que se aproxima nos continue a dar razões para escrever.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

[DISCO] Nine Inch Nails "The Downward Spiral"

Vem este texto pelo décimo aniversário de "The Downward Spiral" e consequentes reedições do mesmo. Assim, dividirei o que se segue em duas partes distintas, mas penso, complementares. Em primeiro lugar o álbum original e depois o que aí vem.
Terceiro álbum do projecto pessoal de Trent Reznor, foi aquele que mais projecção haveria de ter na sua carreira. Se bem que muita dessa projecção se deveu à alta rotação que a MTV deu ao vídeo do single "Closer" (versão censurada, como teria de ser), também há que referir que o disco figurou nas listagens de melhor albúm desse longínquo ano de 1994 e posteriormente da década. As razões para tal, passaram pelo carácter inovador que este albúm teve ao aliar uma produção cuidada ao milímetro, com a efectiva escrita de canções que ainda hoje perduram.
Nas catorze faixas presentes, nunca é fácil de perceber se tal som vem de um respectivo instrumento, se este existe mesmo ou é "samplado", de onde vem esse "sample" ou ainda se é mesmo um "sample" ou o instrumento disfarçado ao início. De facto, por entre as camadas sonoras que compõe cada trecho musical não é fácil discernir sobre a proveniência dos sons, mas o mais importante é que não interessa. As canções vivem para lá de qualquer análise e quer reflictam uma violência inusitada (Ruiner) quer uma calma celestial (A Warm Place), transcendem qualquer auditoria sonora. Além disso, oferecem algo quer isoladamente, quer ainda no seu conjunto. Não sendo este um álbum conceptual, com o desenrolar do mesmo, percebe-se bem a espiral descendente a que o título alude. O dramatismo e a tensão aumentam, culminando num dos temas fulcrais da carreira dos NIN, que recentemente Jonnhy Cash haveria de cantar no seu último "The Man Comes Around". Referimo-nos a "Hurt", canção maior, que deve figurar em qualquer cancioneiro moderno que prime pela qualidade. E chegamos assim ao momento presente, com as reedições "deluxe" que agora chegam ou estão a chegar ao mercado, com duas edições distintas. Temos, assim:
1. 10th aniversary deluxe edition - Esta oferece o álbum original com o som remisturado e remixado em high resolution 5.1. surround e ainda um segundo disco de raridades e demos, que se aconselham vivamente.
2. 10th aniversary dualdisc - Esta oferece, no lado cd o álbum original remisturado e no lado DVD, o mesmo na qualidade referida na edição anterior, juntando-se como extras, imagens do trabalho artístico, três vídeos e a discografia respectiva. Portanto a escolha não será imediata, mas poderá ser facilitada no caso da respectiva aparelhagem não ter um cuidado sistema de som. A aquisição do primeiro valeria assim mais pelas raridades, que povoam as escolhas de coleccionadores e os motores de busca conhecidos. No entanto seja em que forma for, recomenda-se a audição deste álbum. Além de um marco na música da década passada é um objecto que desperta ainda hoje numerosas análises, fruto de novas e renovadas audições.
E para além de tudo isso, o álbum favorito de quem escreve.

http://tds.nin.com/ (informações, músicas e vídeos).

terça-feira, dezembro 07, 2004

[Disco] acústico vs electrónico

acústico vs electrónico
Serve este título para fazer a apresentação do último trabalho lançado por Lars Horntveth, uma das metades dos Jaga Jazzistic, aliás o songwriter por excelência desse projecto musical. O álbum tem por nome “Pooka” e foi lançado pela Smalltown Supersound no corrente ano. Este senhor tem também assinado pela Ninja Tune e, de facto, não é nada de estranhar que tenha decidido, neste seu registo a solo, enveredar por uma corrente acústica de cordas e guitarras aliadas a suaves batidas electrónicas numa evidente corrente jazzística como já vinha sendo apanágio no seu outro projecto. Mas não nos prendámos em tão redutora descrição de um trabalho que cria um universo sonoro único pelo simples facto de que comparando-se não soa a nada, verdadeiramente, conhecido ou parecido. “Pooka” tem inegavelmente uma componente pop/jazz que o torna num disco acessível ao “comum dos ouvidos” mas não soa a nada que já tivéssemos ouvido. No entanto, desculpem-me a contradição, neste registo a solo de Lars Horntveth é bem patente a fascinação que ele possui por artistas como Charles Mingus, Robert Wyatt ou por Radiohead, Gil Evans, Bjørk, Cornelius, Kronos Quartet.
Chegados aqui, importa perguntar se será este álbum, realmente, electrónico? A pergunta fica no ar…e se possível, povoem o ar com o som do referido disco.
“Pooka” é mais um disco instrumental do que electrónico. Na realidade, só as batidas foram programadas em computador, toda a restante música foi gravada ao vivo em estúdio (no Duper Studio em Bergen). Para tal Lars socorreu-se de uma pequena orquestra composta por alguns violinos e um contrabaixo que ele próprio dirigiu e os restantes instrumentos musicais, tais como clarinetes, saxofones, guitarras e piano foram tocados também por ele. Estamos, portanto, perante um homem dos 7 instrumentos e de um belíssimo génio musical que assinou o seu primeiro trabalho na Ninja Tune com apenas 15 anos.
Para além da já referida participação nos Jaga Jazzistic, ao lado do seu irmão Martin Hortventh, este norueguês de 23 anos também tem composto para grupos musicais nórdicos como os Turbonegro e Motorpsycho.
Por fim, resta referir que “Pooka” foi produzido por Jørgen Træen (aka Sir Dupermann), um produtor que tem estado atrás de excelentes trabalhos de artistas como os Magnet (Ultimate Dilemma), Jaga Jazzistic, Ralph Meyers and the Jack Herren Band (Emperor Norton) e de Sondre Lerche (Source). O design da capa é de Kim Hiorthøy e só o chamo aqui por também ele ser um guru da cena musical nórdica actual e os Four Tet, da Domino, assinaram uma remistura para o primeiro 12”/CD single que saiu deste agradabilíssimo e muito bem-vindo “Pooka”.
Como guia de navegação na net fica o site da editora,
www.smalltownsupersound.com, o endereço www.themilkfactory.co.uk/reviews/lhortveth_pooka.htm e o nome do label Ninja Tune.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

[DISCO] Micro Audio Waves "Micro Audio Waves"



Este primeiro trabalho dos Micro Audio Waves (MAW) é surpreendente e apresenta-mo-lo - atrasado – não só pela qualidade do albúm em si, mas também pela repercussão que os MAW têm do seu trabalho não só em Portugal como no estrangeiro; Exemplo disso foi o convite que lhes foi endereçado pelo Sonar para actuarem neste evento e os contactos priviligiados com o saudoso John Peel (falecido antes de tempo em Outubro) que permitiram que este DJ da BBC – Radio 1 passasse o trabalho debutante dos MAW na mesma rádio. Outro ponto que causa supresa é o historial de um dos elementos dos MAW, Flak, guitarrista dos Rádio Macau, que começou com estas aproximações a sonoridades electrónicas no último CD dos Rádio Macau, “Onde o Tempo Faz a Curva”, bem marcadas ao longo deste disco.

O trabalho “Micro Audio Waves”, que data de 2002 e ainda sem a colaboração de Cláudia Ribeiro apresenta-nos uma electrónica experimental, algo minimalista, cheia de sons retalhados (houve muito “cut-copy-paste”) e mínimos que nos dificultam uma visão desassombrada e limpa do objectivo dos temas apresentados pelo trio Carlos Morgado, Flak e Cláudia Ribeiro. De facto, a contrução dos temas faz-se lentamente com a sobreposição dos sons (invariavelmente inorgânicos e frios como é o caso de “Lounge Me”) e apenas decorridos alguns momentos é que descortinamos a melodia. As sonoridades industriais e mecânicas de “Lounge Me” e “6:15 p.m.” são contrapostas por um “tech-house” bastante minimalista em “Midi Mouse” ou mesmo por uma electrónica minimal, ambiental e planante de “Windows Over The Wings”.

Os MAW conseguem uma bela aproximação a uma faceta electrónica experimentalista insuficientemente explorada em Portugal, apesar dos bons exemplos que temos (Mute Life Department, Zzzzzzzzzzzzzzzzzp!, Major Eléctrico, Space Boys entre outros). O experimentalismo dos sons retalhados está de boa saúde no nosso país e augura-se que “No Waves”, o último trabalho dos MAW mantenha essa fasquia.

[Micro Audio Waves “Micro Audio Waves”, N records - Zona Música, 2002]

+info:
Site oficial dos MAW com downloads de "Serge" [MP3] e "Dogs" [MP3]
Os Maw no Festival Número
Artigo sobre os MA no Sonar

 

 

 

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