domingo, janeiro 30, 2005

[Info] The Cure - Re-edições

Como complemento ao post anterior, aqui ficam as próximas re-edições dos discos desta banda e respectivos pormenores. São esperadas para Abril.


SEVENTEEN SECONDS
2 CD SET

SEVENTEEN SECONDS: THE ORIGINAL ALBUM

01. A REFLECTION
02. PLAY FOR TODAY
03. SECRETS
04. IN YOUR HOUSE
05. THREE
06. THE FINAL SOUND
07. A FOREST
08. M
09. AT NIGHT
10. SEVENTEEN SECONDS

SEVENTEEN SECONDS: RARITIES 1979-1980

01. I'M A CULT HERO (vinyl single by CULT HERO)
02. I DIG YOU (vinyl single by CULT HERO)
03. ANOTHER JOURNEY BY TRAIN (home demo)
04. SECRETS (home demo)
05. SEVENTEEN SECONDS (live)
06. IN YOUR HOUSE (live)
07. THREE (alt studio mix)
08. I DIG YOU (CULT HERO live)
09. I'M A CULT HERO (CULT HERO live)
10. M (live)
11. THE FINAL SOUND (live)
12. A REFLECTION (live)
13. PLAY FOR TODAY (live)
14. AT NIGHT (live)
15. A FOREST (live)


FAITH
2 CD SET

FAITH: THE ORIGINAL ALBUM

01. THE HOLY HOUR
02. PRIMARY
03. OTHER VOICES
04. ALL CATS ARE GREY
05. THE FUNERAL PARTY
06. DOUBT
07. THE DROWNING MAN
08. FAITH

09. CARNAGE VISORS

FAITH: RARITIES 1980-1981

01. FAITH (RS home demo)
02. DOUBT (RS home demo)
03. DROWNING (group home demo)
04. THE HOLY HOUR (group home demo)
05. PRIMARY (studio out-take)
06. GOING HOME TIME (studio out-take)
07.THE VIOLIN SONG (studio out-take)
08. A NORMAL STORY (studio out-take)
09. ALL CATS ARE GREY (live)
10. THE FUNERAL PARTY (live)
11. OTHER VOICES (live)
12. THE DROWNING MAN (live)
13. FAITH (live)
14. FOREVER (live)
15. CHARLOTTE SOMETIMES (single)


PORNOGRAPHY
2 CD SET

PORNOGRAPHY: THE ORIGINAL ALBUM

01. ONE HUNDRED YEARS
02. A SHORT TERM EFFECT
03. THE HANGING GARDEN
04. SIAMESE TWINS
05. THE FIGUREHEAD
06. A STRANGE DAY
07. COLD
08. PORNOGRAPHY

PORNOGRAPHY: RARITIES 1981-1982

01. BREAK (group home demo)
02. DEMISE (studio demo)
03.TEMPTATION (studio demo)
04. THE FIGUREHEAD (studio demo)
05. THE HANGING GARDEN (studio demo)
06. ONE HUNDRED YEARS (studio demo)
07. AIRLOCK: THE SOUNDTRACK
08. COLD (live)
09. A STRANGE DAY (live)
10. PORNOGRAPHY (live)
11. ALL MINE (live)
12. A SHORT TERM EFFECT (live)
13. SIAMESE TWINS (live)
14. TEMPTATION TWO (aka lgtb) (RS studio demo)

[DISCO] The Cure "Three Imaginary Boys - Deluxe"

Quando Chris Parry (CP) contratou os The Cure para a sua Fiction Records, queria um trio à imagem dos The Jam. E assim foi gravado este "Three Imaginary Boys" (3IB).
Corria então o ano de 1979. O punk ia rebentando os últimos foguetes e consequentes motins, os Joy Division e os Siouxsie And The Banshees tinham lançado as suas primeiras edições no ano transacto e a vida em Inglaterra não ia famosa. Portugal nem para férias servia.
Os The Cure eram três rapazes saídos de Crawley que tinham lançado um polémico single "Killing an Arab" (conotações racistas com o título da música que estavam totalmente erradas) e que rapidamente entraram em estúdio para gravar este disco. Robert Smith (RS) era o líder e compositor de serviço e nesta fase apoiava-se numa estrutura de poucos acordes, refrão orelhudo e pouco mais num espaço de três minutos. Imagine-se uns Beatles nos seus primeiros tempos, mas com uma atitude de subúrbio. Mas o ponto que distingue este 3IB é a produção do já referido CP. O som que ele queria para a banda, claramente não era o que a banda queria, tal como podemos comprovar no seguinte "Seventeen Seconds", este já com produção de RS e Mike Hedges. Daí que este 3IB seja uma falsa partida para uma carreira já com uma respeitosa idade e bastantes pontos altos.
Este é portanto um disco sem os famosos singles dos The Cure, ainda em fase pré-depressão, pré-ácido, pré-maquilhagem, pré-carradasdeLSD e pré-concertosdeestádio.
Uma nota para destacar alguns aspectos curiosos. No design deste disco, na primeira edição, as músicas eram identificadas apenas por símbolos (ver fotografia em baixo) que correspondiam a fotografias na contra-capa.

Não haviam igualmente fotografias da banda e a capa, que podem ver no topo, eram três objectos que supostamente corresponderiam aos elementos da banda. Era a aura de mistério que CP queria para a banda. Olhando agora para trás, talvez tenha resultado.
Chegados a 2005, vem esta re-edição, que para além do som remasterizado, inclui também um disco de raridades. Ora, tendo em conta que tanto a produção estava deslocada, como a composição dos temas era ainda incipiente, raridades não melhoram muito o aspecto geral desta edição. Servem essencialmente para os fãs acompanharem algumas demos, out takes, faixas mais ou menos perdidas (sim, está por aqui o "Boys Don´t Cry" original) e versões ao vivo.
Portanto e para finalizar, uma edição sobretudo para fãs e em especial para aqueles com o disco de vinil já gasto.

Sítio oficial dos The Cure

Sítio não oficial de referência

terça-feira, janeiro 25, 2005

[disco] Rádio Macau - "Spleen". De são e de louco, todos temos um pouco

Num golpe de sorte, porque «há dias assim», caiu nas minhas mãos um disco que fazia questão de ter e ainda não tinha. O motivo de maior interesse talvez fosse o facto de ser o álbum que saiu entre os meus dois favoritos de uma das bandas portuguesas que mais prefiro. Falo do “Spleen” dos Rádio Macau, que foi lançado em 1986, depois do “Rádio Macau” e antes do “Elevador da glória”, e escrevo sobre este apenas porque é um dos discos que mais tem rodado no meu leitor actualmente, e também porque gosto quase tanto dele como do álbum anterior e do que se seguiu.

Spleen” corresponderá a um disco que surge naturalmente numa sequência marcante da banda, não só trazendo a sua distinção, mas também deixando aberta a porta para o mítico «elevador» que ascenderia no ano seguinte. Ouvir este disco em pleno ano 2005, reforça-me a ideia de que os Rádio Macau estavam uns passos à frente do que se fazia naquele tempo, com criações intemporais que me atingiram na altura, e que me preenchem no presente. “Spleen”, ainda assim, é um disco diferente, que se apresenta como um todo e em que cada música, por si só, não faz tanto sentido se não estiver enquadrada no conceito do disco.

A sonoridade é a típica dos Rádio Macau dos anos 80, em que fechamos os olhos e a obscuridade nos transporta para um sentimento nostálgico de tempos urbano-depressivos de quem está «entre a espada e a parede» trazendo, ao mesmo tempo, a sensação obsessiva de um romantismo fatal.
Mas uma aposta forte, sem dúvida, estará no requinte dos textos usados (o que, aliás, sempre foi um trunfo da banda). Um gozo delicioso quando ouvimos a voz de Xana conjugar-se na perfeição com letras ora tão descritivas como em “Spleen” (a música), ora tão sombrias como na excepcional “Lua Assassina” (um verdadeiro clássico, para mim, ao qual «ergo aqui a minha taça»).
O conceito é perfeitamente complementado com os assinaláveis registos instrumentais, tal como com todas as extraordinárias sensações visuais e auditivas, tão bem transmitidas e patentes no «nervoso rir do relógio» que teima em não parar no tempo.

Recuar a «1986» é fácil e agradável, ao som de um grande nome da música portuguesa, e está ao alcance de todos reconhecer, com este disco, que esses tempos eram muitos bons. E é mesmo por ser tão bom recordar, que não fica nada mal deixar este «convite assim sinistro e imoral» para vasculharem nos sítios mais antigos e “desencantar” este disco tão marcante.

» Info sobre os Rádio Macau em http://www.universalmusic.pt

segunda-feira, janeiro 24, 2005

[Disco] Khonnor "Handwriting". O paralelo mundo dos "morangos com açucar"...

O ano que passou foi recheado de belíssimos debuts.
No que diz respeito à electrónica tivemos álbuns, tremendamente, maduros e sofisticados sob vários pontos de vista. O mais surpreendente é que vários dos mentores desses projectos musicais são bastante jovens.
É, precisamente, o que se passa com Khonnor e o seu álbum de estreia “Handwriting”. O “ambiente desolador levado a um outro extremo” deste disco provém das mãos de um rapazinho canadiano, com 18 anos, (na altura do lançamento tinha 17), de seu verdadeiro nome Connor Kirby-Long.
De facto, cada vez mais a população teenager prefere a parafernália electrónica que se pode instalar num quarto lá de casa do que ir para a garagem com os vizinhos e formar a típica banda que “dá umas curvas” às guitarras. Remexendo no material que sai de contínuas sessões de “encafuanço”, encontramos melodias, sons abstractos e/ou meros ruídos que têm marcado alguma diferença no actual panorama musical electrónico. Já que mais não seja, pelo facto de constituírem delicadas peças individuais de indisciplinada emotividade que teima em sair cá para fora pelos meios mais estranhos...
Contudo, “Handwriting” não deixa de ter, nitidamente, a influência das referidas bandas de “guitarradas”. Principalmente, de sonoridades de há 1 ou 2 décadas atrás. É, é estranho…
K. faz música electrónica mas também ouve e ouviu muita pop e rock. Por essa razão, grande parte das faixas deste seu trabalho tem um cariz pop que não afronta os puristas de qualquer uma destas cenas musicais. Não há muitos arrojos experimentais em K. mas isso é algo amplamente ultrapassável pela “densidade emocional” que transparece nas simples mas eficazes letras que vão saindo da voz que ecoa no álbum e pelos ambientes noise que lembram bandas como os My Bloody Valentine, os Mercury Rev ou, pasmem-se, os Go-Betweens…Aqui, confesso que a minha cultura musical não chega para tanto mas este registo de influência é dado pelo próprio eighteen-boy.
De qualquer forma, os ouvidos mais virados para a electrónica podem sossegar e escutar atentamente este álbum porque K., obviamente, também reflecte nomes como os de Aphex Twin, To Rococo Rot e até do grande guru do dub, Pole. O fim do Milénio (já lá vão 4 anos) trouxe a sistematização e, quiçá, massificação mas também a depuração e, subsequente, transformação daquilo que de melhor se fez em termos de experiências “electro-sónicas” nos últimos anos do séc. XX.
Pudemos ficar a saber, pelo próprio K., que sempre gostou de electrónica, de música experimental mas que não foi por isso que deixou de gostar de “straightforward guitar pop”!
Tendo K. optado por dar uma voz masculina, mas doce (será mesmo a dele?) a algumas das faixas, “Handwriting” tomou, como que, um certo toque intimista e pomo-nos logo a pensar em algo autobiográfico. Desenganem-se!
Segundo ele, nem tudo o que está naquelas músicas pode ser levado “à letra” e estas não reflectem, exclusivamente, os típicos problemas de gente que acabou há pouco tempo de deixar de ser imberbe. Porque algo de críptico, abstracto e impressionista também faz parte desta “caligrafia” ainda por definir…diz ele que nem poderia ser de outra forma porque iria sentir-se deveras envergonhado com tanta honestidade e despudor sentimental. E é imperativo manter uma certa magia… K. revela bom-senso e muito sentido de humor quando protege a sua privacidade tendo escolhido, por enquanto, não dar a cara…
Aqui fica uma foto de Khonnor, “devidamente”, mascarado para a ocasião.
Termino com os nomes de três revistas da especialidade que falam de “Handwriting” e do seu trajecto: Future Music, Metro e a Other Music. Basta uma navegação, em velocidade de cruzeiro, num qualquer motor de busca actualizado e terão esta informação e muita mais ao vosso inteiro dispor.



domingo, janeiro 23, 2005

[DISCO] VA "Nylon Showcase#3"



Já conta com um ano este Nylon Showcase #3, disco que celebra a definitiva internacionalização da editora portuguesa Nylon, fundada em 1999 e que nos tem presenteado com alguns projectos muito intessantes. Pedro Passos (Ex-Ithaka) compilou este disco recheando-o de temas de artistas nacionais e incorporando revisões de músicos estrangeiros de renome com Howie B, Mo’ Horizons, Afro Mystic, Sofa Surfers e Gilberto Gil (em boa hora remisturado por Cyz). Desta forma, damos conta do salto qualitativo da Nylon: agora não é só para o nosso país e os trunfos estão à vista.

Todos os artistas deste disco assinam pela Nylon excepto os CoolHipnoise e os Hipnótica, que são representados pela Valentim de Carvalho (a distribuidora de Nylon Showcase #3) e NorteSul, respectivamente.

Abre-se um disco com Loopless e apetece-nos afundar lentamente no sofá, com temperatura q.b., aninhar-nos na poesia quente de Kika e deixar a chuva soar lá fora: é inegável que a fusão de Loopless em "Educated Fools" (com a ajuda de Orlando) nos provoca conforto. Shelter Av. É responsável pela segunda faixa ("Dubida")e mostra-nos o pós hip-hop fundido com disversas bases sonoras. Cys apresenta-nos a um dos pontos altos do disco: Mistura com Gilberto Gil, este “Eu tenho pena” faz a ponte entre os ritmos mais electrónicos e os brasileiros, sem choque e com delicadeza. Evidentemente, esta faixa foi por demais tocada na Rário Oxigénio. Cynthia Zamorano com Gilberto Gil é um duo de belo equilibrio. Spaceboys, menos acessíveis que os CoolHipnoise, mantêm um flow muito próprio na construção dos temas a que não é alheia a junção do baixo (o groove ficou lá) a uma percussão leve, mas muito cuidada. Segundo ponto alto do disco assinado pelos Cool Hipnoise revisionados pelos Mo´Horizons: Densa electrónica muito sensual condimentada por uma voz portuguesa que presta a sua homenagem a Carmen Miranda em "Dama Dada". Os Hipnótica pela mão dos Sofa Surfers expoem como as colaborações podem ser proveitosas para ambas as partes: Em “Reopen the Door (Sofa Surfers re-dub)” a mão dos surfistas de sofá é indiscutível relebrando-nos os tempos de “Cargo”. O dub abraçado com os loops de electrónica rasgada e uma componete rítmica bem presente. Vale bem a pena realçar ainda a faixa, "Words & Poets" de Mr. Spock que nos trás um tema bastante chill-out, quase mid-tempo.

A Nylon cumpre com excelente nota aquilo a que se propôs: mostrar música de fusão e electrónica de índole nacional e ambicionar colocar Portugal neste mapa, bastante retalhado, incerto e em mudança constante da música de fusão.

[VA "Nylon Showcase #3”, NylonCD008 - Off The Record, 2003]

+info:
Tunes
Groove Distribution

sábado, janeiro 22, 2005

[DISCOS] The Prodigy "Always Outnumbered, Never Outgunned" e The Chemical Brothers "Push the Button"...

... ou a importância da inovação na criação artistíca.

Este quarto disco dos The Prodigy saído no ano transacto e nomeado para os futuros Grammy Awards, surge após uma longa paragem de 7 anos, ou seja desde o lançamento de "Fat of The Land". Houve um single entretanto, "Baby´s Got a Temper", o qual não obteve grande sucesso e sinceramente prenunciava coisas menos felizes em relação ao trabalho futuro deste projecto.
Felizmente este disco é bem melhor que o tema referido. Existe um óptimo single "Girls" e um vídeo à sua altura. O som que caracterizou os The Prodigy, anda por lá, revisto em algumas sonoridades electo, mas o que se ouve por lá é basicamente o mesmo e por isso bastante previsível.

Este quinto disco dos The Chemical Brothers, a sair em breve, surge após uma paragem de 3 anos, ou seja desde o lançamento de "Come With Us". Houve um best of entretanto, com dois singles novos "The Golden Path" e "Get Yourself High", este último nomeado para os futuros Grammy Awards.
"Push The Button" vem assim na sequência destes temas, que perpetuavam o som da banda. Existe por aqui um óptimo single "Galvanize", com participação de Q-Tip e um vídeo à sua altura. O som que caracteriza estes manos, agora revisto em algumas estruturas hip-hop, está bem patente nos onze temas do albúm, o que o torna bastante previsível.

Ou seja dois discos separados por poucos meses, de duas bandas que partilham algum sucesso e projecção na música electrónica mais acessível, dois discos em que as faixas lá apresentadas se poderiam encontrar facilmente em qualquer dos respectivos albúns anteriores.

Para um artista em geral, e um músico em particular, a busca de novas formas de expressão surge quando o que se quer transmitir é enquadrado ao longo duma carreira. Uns farão disso uma constante (e.g. Bowie, Bjork), outros nem tanto. Ou seja e voltando a estes discos e para rematar o assunto em questão, admito que se ouvem com prazer... mas por poucas vezes. É que já os tínhamos ouvido.

Sítio oficial dos The Prodigy

Sítio oficial dos The Chemical Brothers

quinta-feira, janeiro 20, 2005

[Info] Conferências "O Caminho da Folk Music"

Vem este post com algum atraso, mas aqui fica.
Na Culturgest estão a decorrer umas excelentes conferências dedicadas à folk music.
O responsável, Ruben de Carvalho, apresenta um visão histórica muito bem contextualizada, apresentado trechos musicais e vídeos que facilitam a exposição dos temas abordados. Portanto, a história e as histórias à volta da folk.
Só agora as recomendamos, pois apenas nos foi possível assistir à segunda desta série de cinco. Ficam aqui as restantes datas e suas temáticas.

26 de Janeiro
The Weavers, a televisão e McCarthy
O êxito da folk. A ligação à música negra: Josh White, Leadbelly, Sonny Terry, Elizabeth Cotton. Moses Asch e a Folkways. As listas negras.

2 de Fevereiro
As universidades e os baby boomers
A folk nos anos 60. Os Direitos Cívicos e o Vietname. Dylan, Baez, Malvina Reynolds, Judy Collins, Phil Ochs, Paxton. Newport.

9 de Fevereiro
A folk, o rhythm & blues e o rock urbano
Acústica e electricidade. Newport 1965, Woodstock 1969.

Para mais informações ir aqui. E sim, são grátis.

terça-feira, janeiro 18, 2005

[Info] NIN em digressão e entrevista ao OTITES

- Os Nine Inch Nails, sobre os quais escrevemos recentemente, irão dar dois concertos em Londres. A notícia surge quando se prevê um disco novo "With Teeth", ainda sem data oficial de lançamento. Serão a 30 e 31 de Março no London Astoria com os bilhetes a serem postos à venda a 22 de Janeiro. No entanto, nada se sabe se existirão mais datas europeias. Portanto e tendo em conta a raridade de concertos deste lado do Atlântico, é de aproveitar. Para mais info ir ao sítio oficial ou à bilheteira.

- O OTITES foi entrevistado por Rodney Brocanelli, colunista do Laboratório Pop , sítio brasileiro que se recomenda vivamente. Consultem a entrevista aqui.

terça-feira, janeiro 11, 2005

[DISCO: vintage] Jonnhy Cash "American IV - The man comes around"

Vem este post jeito de homenagem ao "Man in Black" (1932-2003), tenha paz a sua alma. Falemos deste seu último albúm (descontamos a caixa "Unearthead"), que fica como a sua derradeira obra e, já que alguma teria de a ser, que fique este "American IV". Se o tempo o permitir, voltaremos para falar da sua discografia e esperemos da sua apaixonante biografia.
Este albúm faz parte, como seria de esperar, de uma série de gravações, sendo esta a quarta, onde o produtor Rick Rubin tem uma importância determinante. Para quem não está familiarizado com a obra de Cash podemos adiantar que esta viveu sempre do seu rico conteúdo, sendo a forma, o country-folk, despojado de artifícios sonoros. Este disco, tal como os outros da mesma série, leva este ascetismo a um extremo, despindo as canções ao essencial, dando à voz envelhecida e batida pelos carris dos comboios das suas canções, o papel principal.
Daí que embora este albúm seja maioritariamente preenchido por versões, nada o faria suspeitar tal a sua apropriação. Mesmo que haja duetos com outro mestre (Nick Cave "I'm so lonesome I could cry"), ou com a sua falecida esposa (June Carter Cash "Bridge Over Trouble Water") entre outros, é a voz de Cash que se ouve. E ouve-se por entre Nine Inch Nails "Hurt", Depeche Mode "Personal Jesus", Beatles "In My Life" e nas suas fantásticas "The man comes around", "Tear Stained Letter" e "Give my love to Rose".
Será complicado descontextualizar esta obra dos acontecimentos da sua vida. E talvez não o seja desejável, pela importância das músicas do "The Singer" na sua vida. Mas não podemos evitar ouvir, por aqui, um canto de cisne...
É sem dúvida um disco imperdível, mesmo para quem não consiga ouvir um albúm de country sem pensar que está no sítio errado, na hora errada.
E por ser o testemunho final de Cash, uma excelente maneira de conhecer esta vida.

Sítio oficial do"Man In Black".

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Depeche Mode - "Devotional" e "Remixes 81-04"

Uma edição e uma re-edição em DVD dos Depeche Mode (DM), chegaram no final do ano passado e merecem o nosso destaque. Deixemos a história e a discografia para posts posteriores e falemos separadamente de cada uma delas.

DEVOTIONAL (DVD)
A parte visual dos DM, foi um aspecto algo descurado no princípio da sua carreira. Foi com a colaboração com Anton Corbjin, encetada por volta de 86 com os vídeos para o LP "Black Celebration", que o artista holandês levou a banda a um primor visual digno do seu nome. Este proporcionou uma enorme melhoria em diversos aspectos: para além dos vídeos, também as capas, as fotografias, projecções ao vivo, etc..
Este DVD que surge agora (edição anterior em VHS), resulta da digressão que dá lhe o nome, realizado por alturas do LP "Songs of Faith and Devotion". Nesta digressão, filmada aqui em duas datas (Frankfurt e Barcelona), foi encomendado a Corbjin não apenas a respectiva gravação, mas também o palco, ou seja, uma estrutura que resulta num conjunto de ecrãs sincronizados entre si. As projecções, que podem ser vistas como extra do DVD, funcionam como um complemento visual das respectivas musicas resultando perfeitamente com o ambiente da digressão. Para os fãs, obrigatório sem dúvida. Para os restantes uma óptima forma de se tornarem.
Nota: Foi por estas alturas que o vocalista morreu por dois minutos devido a uma overdose. Compare-se a sua figura com a actual para as diferenças.

"REMIXES 81-04"
Esta colectânea de remisturas que agora nos chega, é como um guia do que foi a música pop e arredores no período referido. Basta olhar para os responsáveis pelas remisturas para rever alguns dos fenómenos musicais mais relevantes dos últimos tempos. Desde Flood (produtor de alguns dos albúns mais importantes dos últimos 20 anos), Alan Moulder (outro produtor de renome), François Kevorkian (DJ e remisturador de longa data), Underworld, DJ Shadow, Air, Kruder & Dorfmeister, Goldfrapp (estes últimos alguns dos mais recentes), a lista de remisturadores é sem dúvida uma que se destaca. Daí que esta colectânea (existem várias edições, mas recomenda-se a limitada) nos permita acompanhar o que melhor se ouviu nos DM, mas igualmente o que de mais inovador se ia fazendo em muita música por esse mundo fora. Como os DM, pela sua veia electrónica, sempre foram propensos a tais mexidas nas suas músicas, são vinte e três anos para acompanhar nas diversas remisturas. Desde as mais experimentais, às mais dançáveis e até, às mais irreconhecíveis. E algumas são mesmo brilhantes...
Não sendo tão imprescindível como a anterior sugestão, não defrauda as expectativas a que os DM nos, felizmente, habituam.
Nota: Obviamente que existem mais remisturas e muitas houve que, ficando de fora, mereciam outra atenção. No entanto, estando a edição limitada já com três cd's... não há como tentar outras formas.


Sítio oficial dos DM

domingo, janeiro 02, 2005

[DISCO] Humanos "Humanos"

Que bela surpresa tinha o final do ano passado reservado para nós. Estes "Humanos" chegam ao OTITES com um mês de atraso, mas penso que vão ficar na respectiva playlist durante algum tempo. Falemos primeiro do que rodeia este disco e depois o que ele nos traz.
António Variações. Faço parte duma faixa etária para a qual a lembrança dele se resume a aparições na televisão estranhíssimas e ainda para mais difusas pela passagem dos anos seguidas de uma morte estranha. Felizmente o tempo trouxe-me a possibilidade de descobrir este senhor e a sua obra, podendo assim contextualizar as recordações que tinha desde criança.
A sua discografia resume-se a dois LP´s ("Anjo da Guarda" e "Dar e Receber") e um máxi ("Povo que lavas do rio"). A curta discografia editada deste som "Entre Braga e Nova Iorque", deve-se a duas razões principais: a primeira relutância da editora, Valentim de Carvalho, em gravar canções que na década de 80 deviam soar a nada parecido e a morte prematura no dia de St. António de 84.
Resumido o que foi (para mais informações ir aqui ), passemos ao que levou a isto disco.
Gravações inéditas foram entregues pelo irmão, Dr. Jaime Ribeiro, que chegaram aos ouvidos de David Ferreira, Nuno Galopim e Paulo Junqueiro. Estes, após dúvidas sobre a viabilidade do projecto e sua exequibilidade, reuniram uma equipa onde constam três interpretes, David Fonseca, Camané e Manuela Azevedo, e os seguintes músicos e produtores, Nuno Rafael, João Cardoso, Sérgio Nascimento e Hélder Gonçalves. Estes gravam as tais canções inéditas, passando-as do registo vocal de Variações para o disco que agora nos chega. E que brilhante ele é!
Não há músicas a destacar, são todas de uma excelência rara. Conseguem trazer as palavras escritas há 20 anos e mostrá-las, hoje, com a força de então. A música é ela própria um misto de 80's e do que se ouve por agora, tornando tudo actual e nostálgico ao mesmo tempo. É um disco em que tudo resulta bem e que honra a memória de alguém para o qual surgem agora as saudades por parte de quem nunca o conheceu.
Alguém me empresta os discos?

Para informações, músicas, letras, e vídeos Humanos.

 

 

 

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