sexta-feira, dezembro 16, 2005

[CONCERTO] The Amalgamation of Soundz

A não perder The Amalgamation of Soundz e Mike Stellar (Club Journeys/Jazz Picante), Sexta Feira, 16 de Dezembro no Estado Líquido. A portas abrem às 23.

"Com dez anos de carreira, os Amalgamation of Soundz, são um exemplo de conhecimento musical, talento e carisma. Jean Claude Thompson e Mark Harbottle são a encarnação do espírito freestyle, com a fé e filosofia de que não deve haver regras ou fronteiras na música de dança.Desde o seu primeiro 12” em 1996 para a editora Filter (e consequente álbum), os Amalgamations of Soundz têm sido extremamente activos, seja em músicas originais para editoras como a Compost Records, Tru Thoughts, Slip’n’Slide, Blue Note e Earth Records, seja em compilações (em que são mestres na construção de verdadeiras viagens musicais). De momento são residentes do super clube londrino Fabric (para quem também fizeram uma das compilações do ano em 2005) e espalham classe pelos mais reputados clubes de todo o mundo.Com Portugal, a sua relação já é longa com actuações em clubes como o Lux, Vaticano, Trintaeum, Hard Club, Pacha, Alcântara-Mar, entre outros.De Jean Claude Thompsom, o Amalgamation que vai estar presente no Estado Líquido podemos esperar uma noite feita por um dos maiores coleccionadores de discos worldwide e com mais de 25 anos de experiência como dj. Aconselhamos também uma visita à sua loja de discos on-line (www.ifmusic.co.uk) para uma seleccção cuidada dos melhores grooves do planeta."

terça-feira, dezembro 13, 2005

O fascínio do arrepio!

Os bárbaros andam por aí…e são excelentes “engenheiros de emoções”!
Image hosted by Photobucket.com
Chamam-se Erik Skodvin (Xhale) e Otto Totland (Supine), em conjunto conhecidos, no mundo da música, como Deaf Center, são noruegueses e amigos. Lançaram dois trabalhos pela
Type Records, (a tal de Khonnor, RJ Valeo, Xela, Midaircondo, a menina bonita e sentimentalista Sanso X-tro e de mais uma série de projectos interessantes e há lá muitas “borlas” de downloads, vídeos, e sessões de rádio pelos artistas e eu sei lá) mas bom, Deaf Center…o primeiro trabalho foi o aclamadíssimo EP Neon City de 2004 e o digníssimo sucessor, datado deste ano é o disco que me traz hoje aqui:
Pale Ravine.
Estamos perante um trabalho de 12 faixas de som ambiental e electrónico de uma beleza desconcertante. Dissequemos. Não creio que haja muito experimentalismo neste Pale, tirando o facto de se lhe ter introduzido um sem número de sons que provieram de coisas tão estranhas quanto caixas registradoras, discos antigos e whatever…Tudo isto leva ao habitual patchwork de colagens de loops, samples e sons electrónicos. Algo nada invulgar no panorama actual da música electrónica. Mas o que se fez com essa matéria-prima, isso sim é incrível. Há uma espécie de crossover, de cruzamento ou, para usar um termo que agora está muito na moda, uma certa transversalidade neste trabalho que passa pela música clássica, atmosférica (seja lá isso o que for) e, porque há o som de um contrabaixo em “White Lake”, também do jazz. As orquestrações são irrepreensíveis o que torna Pale num disco com consistência de banda sonora. E, portanto, o que há de incrível e original neste trabalho é a singularidade de sensações e sugestões imagéticas que ficam a pairar no cérebro.
Um disco filmico , por assim dizer…a ambiência é, de facto, altamente cinematográfica. Os dois músicos dizem que a inspiração para o disco surgiu enquanto viam velhas bobines de filmes em 8 mm e enquanto se passeavam pelas ruas da sua cidade observando o “velho casario” (a história da arquitectura a fazer aqui a sua aparição, bu), o que é certo é que tudo isso deu resultado a um disco que é um “must have it” de 2005.Há quem diga que a faixa “Thread” faz lembrar o tema título de Twin Peaks. Discordo. Poderá fazê-lo lembrar, meramente, pela emocionalidade negra e bitter/sweet que as cordas imprimem em ambas músicas.Continuemos desfiladeiro abaixo…
O título e a audição deste trabalho remetem-nos, imediatamente, para a peculiar paisagem norueguesa e, como é óbvio, não deixa de se fazer sentir, como que, um “apelo do abismo”… Este é, portanto, um disco desaconselhado a quem sofra de vertigens. E a quem não goste de “texturas musicais” que misturam música de piano e orquestrações de cordas tensas com atmosferas sombrias, góticas que, de certa forma, provocam gélidas sensações… é tudo tão frio mas tão puro e belo.O que vou dizer a seguir, provavelmente, levará alguns dos que me lerem a pensar que estou a desvirtuar de alguma forma a experiência que podemos ter ao ouvir este disco. E, sim corro, mais uma vez, o risco de me chamarem tolinha, já para não dizer maluca…mas a audição lembrou-me os filmes do Boris Karlov e Bela Lugosi que, há muito, muito tempo atrás, eu via de pé, (na altura ainda não havia telecomando), para poder apagar a TV nas partes mais arrepiantes. Se calhar, foi a coisa mais próxima de filmes de 8 mm que eu vi. Confesso que detesto filmes de terror e poucos thrillers me atraem, mas o que ouvi deste Pale fez-me perceber porque é que, mesmo não gostando do género, ficava sempre até ao fim para ver como aquilo acabava…
Palavras finais para Pale Ravine: o que é sombrio também pode ser PULCRO, “Thread” é um belíssimo épico escandinavo e ninguém mo tira da cabeça…
Link útil:http://www.deafcenter.net/ (possui os URL's da type, da miasmah e outros igualmente úteis)

segunda-feira, dezembro 05, 2005

[disco] Fields of the Nephilim "Mourning Sun"

Depois de tantos anos, os Fields of the Nephilim (FotN) estão de volta, e as almas negras regozijam. E eu, confesso, estremeci quando soube que este CD aí vinha.

Não sou um fã, nem nada que se pareça, mas sei reconhecer os FotN como uma das bandas de culto com maior peso na cena do Rock Gótico (se não os próprios iniciadores do género). E o entusiasmo tem sido tal que me deixei arrastar. E, sem dúvida, percebe-se bem de onde surge a euforia.

Mas a verdade é que os vultos, que na década passada passaram uma boa parte da sua juventude em clubes góticos do bairro alto (e outros sítios), têm os FotN como forte referência. E que belo presente receberam, com a chegada deste "Mourning Sun".

Na minha perspectiva saiu bem melhor que aquilo que estava à espera. Este disco soa tipicamente a FotN clássico - não tenho dúvidas - e por mais céptico que um fã seja, não acabará desiludido. Quanto mais não seja porque a fasquia estava muito alta, e seria impossível fazer melhor depois destes anos.

O início dramático e assombroso de "Shroud (Exordium)" é, desde logo, convincente e, para mim, um dos pontos altos do disco. Seguem-se registos mais fortes e passo por cima de "Straight To The Light" (peço desculpa, mas não gosto mesmo nada da maneira como ele diz "look straight into the light") e apresso um pouco "New Gold Dawn". No modo repeat deixo ficar as excelentes "Requiem XIII-33" (linda e muito perto daquilo que mais gosto em FotN) e "Xiberia" (rápida e... tão bem conseguida). "She" e "Mourning Sun" reforçam e confirmam a sonoridade sombriamente épica da banda.

Está tudo lá e tenho a certeza que isso foi bem estudado. Os samples, a voz rasgada do mítico Carl McCoy, o negrume, o frio, o misticismo (e já nem me vou atrever a abordar a vertente extramusical do oculto, misterioso e apocalíptico em que o líder se inspira).

Até me parece ser um bom álbum para alguém que não conheça se atrever a pisar estes terrenos. Concordo com o que li algures onde um crítico imagina uma alma solícita de 16 anos a entrar em contacto com este mundo negro de McCoy e ter a certeza que... é aqui que muito começa.

 

 

 

Informação sobre o blog (para ler aquando da primeira visita a este blog)

 

Email:

 

 

(Instruções: o que é e o que é preciso fazer?)

 

Emissões:

Podcast 1

Podcast 2

Podcast 3

Podcast 4 (emissão especial)

Podcast 5

Podcast 6

Podcast 7

Podcast 8

Podcast 9

Podcast 10

Podcast 11

Podcast 12

Podcast 13

Podcast 14

Podcast 15

Podcast 16

Podcast 17

Podcast 18

Podcast 19

Podcast 20

 

 

Outubro 2004

Novembro 2004

Dezembro 2004

Janeiro 2005

Fevereiro 2005

Março 2005

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Julho 2005

Agosto 2005

Setembro 2005

Outubro 2005

Novembro 2005

Dezembro 2005

Janeiro 2006

Fevereiro 2006

Março 2006

Abril 2006

Maio 2006

Junho 2006

Julho 2006

Agosto 2006

Setembro 2006

Outubro 2006

Novembro 2006

Dezembro 2006

Janeiro 2007

Fevereiro 2007

Março 2007

Abril 2007

Maio 2007

Junho 2007

Julho 2007

Agosto 2007

Setembro 2007

Outubro 2007

Novembro 2007

Dezembro 2007

Janeiro 2008

Fevereiro 2008

Março 2008

Abril 2008

Maio 2008

Junho 2008

Julho 2008

Agosto 2008

Setembro 2008

Outubro 2008

Novembro 2008

Dezembro 2008

Fevereiro 2009

Março 2009

Abril 2009

Maio 2009

Junho 2009

Julho 2009

Agosto 2009

Outubro 2009

Novembro 2009

Dezembro 2009

Janeiro 2010

Current Posts

 

 

 

[PODCAST] Emissão 20

 

[OPINIÃO] Newsletter da Flur

 

[INFO] Novo tema dos Portishead

 

[OPINIÃO] Entrevista a António Sérgio pelo Vítor J...

 

[CONCERTO] Muse ao vivo no Pavilhão Atlântico

 

[INFO] Sites e música a rodos

 

[INFO] "Bohemian Rhapsody" pelos Marretas

 

[INFO] Duo Siqueira Lima

 

[OPINIÃO] António Sérgio

 

[INFO] Steppas Deligh Vol. 2

 

 

 

 

Posts referentes aos discos mais marcantes de cada redactor do "otites":

 

Juiz:

[DISCO(s): marcante(s)] “Três Selecções

 

Work Buy Consume Die:

[DISCO: marcante] “Blue Lines” Massive Attack

 

Rudi:

[disco mais marcante] "Specials" The Specials

 

Serebelo:

[Disco mais marcante] "Hope Blister" ...smile´s ok

 

Escrito:

[discos mais marcantes] Três selecções

 

Kid Cavaquinho:

[disco mais marcante] Alpha - Come From Heaven

 

CrazyMaryGold:

[discos mais marcantes] Incunabula & Amber...

 

 

Work Buy Consume Die:

 

Escrito:

Rudi:

The English Beat - Beat This
Erode - Tempo Che Non Ritorna
Dance Hall Crashers - 1989-1992 (1993)
One Step Beyond - 45 Classic Ska Hits
The Redskins - Neither Washington Nor Moscow

 

Serebelo:

Tom Zé - Imprensa Cantada

Gorillaz - Demon Days

Bloc Party - Silent Alarm

Arcade Fire - Funeral

!!! - Louden Up Now

 

Kid Cavaquinho:

Africa Funk - Vol. 1

Cubanismo! - Malembe

Gor - Crosaides

Zeca Afonso - Galinhas do mato

Rão Kyao - Porto alto

 

 

 

1 Pouco Mouco

Alta Fidelidade

A Big Black Boat

A Vítima Respira

Braindance

Bitlogger!

Caixa de Ritmos

Clube de Fans do José Cid

Crónicas da Terra

Dance Not Dance

Deep & Lounge

Easy M

Electro-Lights

Electroshocker

Error_404

Grooves Clash

Hit Da Breakz

Intervenções Sonoras

Juramento Sem Bandeira

Major Eléctrico

Mundo Urbano

Música Digital

Music Producer Center

Notas Agudas

O Puto – O Tipo – O Tóto

O Som e a Fúria

Orelha do Ano

Pautas Desafinadas

Percepções

Play On Tape

Quark! Quark!

Queridos Anos 80

R.B.S.

Rádio Tranquera

Revoluções por Minuto

Rita Carmo

Rock em Portugal

Sound + Vision

The Tracker

 

Powered by Blogger

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

[Buy Opera!]

Get Firefox!

Get Thunderbird

Last FM

ouvidos abusados