quinta-feira, julho 27, 2006

[INFO] Nattvaktaren & Moe Lodin "Baby Lemonade"

Nattvaktaren & Moe Lodin Baby Lemonade

Através do Deep&Lounge descubro a Bevlar. A última edição desta netlabel é um tema escrito por Syd Barrett e produzido por Nattvaktaren & Moe Lodin. A música chama-se "Baby Lemonade" e assenta no psicadelismo típico de Syd Barrett e o sotaque inglês que caracterizou as vozes dos Pink Floyd no ínicio de carreira está presente.

quinta-feira, julho 20, 2006

[disco] Autumn "The Hating Tree"


Dentro da sonoridade mais negra, etérea, sombria e gótica este ainda é o meu disco favorito.

The Hating Tree” foi o álbum de estreia dos americanos “Autumn”, lançado em 1997, e foi produzido por William Faith (Faith & The Muse) – o que por si só já é um grande trunfo.

Se aliarmos as guitarras mais estridentes e sofridas (Neil McKay) com as linhas de baixo mais profundas (Jeff Leda), e se a isto juntarmos as letras mais emotivas, poéticas e tantas vezes doentias cantadas pela excelente voz de Julie Plante (ficando praticamente só a sobrar a caixa de ritmo – que ainda assim é responsável por boa parte do poder deste disco), então temos aquilo que eu habitualmente procuro na música.

É como que uma viagem pela mente da vocalista, acompanhada com momentos absolutamente arrepiantes e quase insuportáveis, como num esgar de dor e desespero. Quase sempre galopante, somos levados acima e abaixo e a vertigem toma conta de quem ouve este disco. “How it came to be this way” é uma óptima pergunta para começar o disco, porque tudo fica contextualizado e prossegue neste tipo de violência emocional que acaba por nos envolver. “Even now” pode ser encarado como uma questão de libertação que nunca acontece... e seguem sensações vibrantes pela nossa coluna. “Oceans” é um mar de calmaria... um pequeno descanso, embora triste, que nos prepara para aquilo que eu acho dos melhores momentos alguma vez registados em faixas sonoras.

A sequência “The Well”, “Atrophy” e “Seconds” é a experiência mais possuidora, doentia, soturna e, ao mesmo tempo, apaixonante que já ouvi. A intensidade destas três músicas é completamente inexplicável, tal a força que emanam. Será mesmo como descer ao poço mais profundo, sentir todos os detalhes da própria atrofia e definhamento, e acabar a contar os eternos segundos que nos levem ao alívio final. Acho mesmo, até, que nunca mais uma sequência tão poderosa poderá vir a ser concebida de tão hipnotizante, premeditada e massiva que é... e tenho a certeza que, ao fim ao cabo, é uma sequência que me faz achar este disco o melhor que já ouvi dentro do género. Não há palavras, sinceramente... e é sempre difícil descrever com justiça um disco que achamos um dos nossos favoritos de todos os tempos. Excelente, angustiante e viciante a todos os níveis.


» Site oficial da banda
» Ouvir todas as faixas deste e outros álbum da banda

quarta-feira, julho 19, 2006

[INFO] Roger Keith “Syd” Barrett

Syd Barrett

Um dos fundadores dos Pink Floyd morreu na Sexta-feira passada, com 60 anos devido a complicações decorrentes de diabetes de que padecia nos últimos anos como já tínhamos escrito. Não será isso o mais importante, a sua causa de morte.

Syd Barrett seria o líder da banda durante os anos de 1965 a 1967, principalmente na gravação do "The Piper At The Gates Of Dawn" (1967), gravado ao mesmo tempo e nos estúdios ao lado do local onde foi gravado “Sargent Peppers” dos Beatles, tendo Syd Barrett composto 8 dos 11 temas deste álbum, geralmente caracterizado como uns dos primeiros onde o psicadelismo e outros sub-géneros musicais como os blues e o rock se misturam. À medida que a popularidade dos Floyd aumentava, assim como o consumo de drogas psicotrópicas por parte de Syd (especialmente LSD), a sua apresentação nos concertos tornava-se mais imprevisível e o seu comportamento geral um estorvo para o sucesso da banda. Os problemas vieram ao de cima durante a primeira digressão do grupo pelos Estados Unidos no fim de 1967. Ao contrário do que se pensa os restantes membros da banda preferiam consumir álcool em demasia às drogas psicotrópicas.

O trabalho de Syd Barrett diferenciou-se dos restantes pelo seu sotaque inglês quando cantava, pelas poesias infantis e pelo experimentalismo na guitarra que conferia todas as características ao som dos Pink Floyd, bastando para isso ouvir “Astronomy Domine” e “Interstellar Overdrive” do disco The Piper At The Gates Of Dawn". Apesar deste estrelato Syd afastou-se progressivamente da banda sendo alimentado como o “verdadeiro valor dos Pink Floyd” encorajando-o para a carreira a solo. Os dois álbuns são idiossincráticos, mas bastante considerados, “The Madcap Laughs” (1970) e “Barrett” (1971). A maior parte do material de ambos os discos terá sido escrito no seu período mais produtivo (fins de 1966 e princípio de 1967), acreditando-se que terá escrito muito pouco após ter deixado os Floyd. O primeiro álbum apresenta fortes indícios do frágil estado de espírito de Syd, com faixas como "Dark globe" a mostrarem claramente que, apesar de ele ter bom material para trabalhar, era praticamente incapaz de participar activamente em algumas sessões. O segundo disco mostra um maior esforço em conseguir um acabamento mais polido e trabalhado. Em ambos os álbuns Syd Barrett trabalhou com o empresário dos Pink Floyd, Peter Jenner, com Waters, Gilmour e com membros dos Soft Machine. Houve algumas sessões para um terceiro álbum que foram abortadas.

Esse terceiro trabalho foi revelado em “Opel” em 1988 e “Wouldn't You Miss Me - The Best of Syd Barrett” uma compilação dos melhores temas de Syd, editado em 2001.

Syd Barrett sempre foi tabu. Pelas drogas, pela carreira acabada quase antes de começar, pelas muitas perguntas que ficaram sem resposta, pela repercussão que a sua obra teve em artistas como Orbital, David Bowie, Paul McCartney ou Pete Townshend e principalmente pelo desconhecimento sobre Syd. Ele próprio afirma "eu não acho que seja fácil de ser definido. Eu tenho uma mente dispersa. E eu não sou nada que você pensa que eu sou."

+ Info:

terça-feira, julho 11, 2006

[INFO] Morreu Syd Barrett



Syd Barrett, um dos membros fundadores do grupo Pink Floyd, faleceu aos 60 anos, conforme um anúncio feito esta terça-feira, por uma porta-voz da banda.

Sem precisar, a porta-voz informou que o ex-elemento do grupo de rock “morreu tranquilamente, há dois dias, e que o funeral será privado”. Apesar de se saber que o músico sofria de diabetes há vários anos, não é para já conhecida a causa da sua morte.

Nascido em Cambridge em 1946, Syd Barrett, fundou o grupo de rock em 1965, mas afastou-se em 1968, por problemas ligados ao consumo de drogas sendo substituído por David Gilmour. Depois disso ainda gravou alguns álbuns a solo, como “The Madcap Laughs” e “Barrett”.

Os Pink Floyd editaram em 1975, um álbum em homenagem ao seu antigo companheiro, o disco “Whish you where here”. Em 1988 a EMI lançou o “Opel”, um disco com material não editado de Syd Barret gravado em 1970 e, “The Best of Syd Barret – Wouldn’t you miss me?” em 2001.

+ info:
» Syd Barrett (site italiano)

segunda-feira, julho 10, 2006

[INFO] Squarepusher "Hello Everything"

Squarepusher

sábado, julho 08, 2006

[INFO] Kraftwerk e Aphex Twin




O vocoder utilizado pelos Kraftwerk no tema “Autobahn” foi leiloado no E-bay por 12500 dólares. Relatado como “a mãe de todos os vocoders transistorizados”, o modelo EMS foi construído por encomenda da banda pelos engenheiros da PTB Braunschweig. O feliz comprador, mjgooner de nickname, já possui alguns instrumentos vintage e afirmou que o vocoder “funcionava em parte e necessitava de uma revisão de um técnico especializado”.



Já se sabia da personalidade multifacetada e irónica (para dizer o mínimo) de Richard D. James, isto é, Aphex Twin, mas no concurso de misturas para uma música de seu amigo Luke Vibert, promovido pela revista inglesa “Future Music”, Aphex Twin, sob o pseudónimo Tahnaiya Russell venceu a competição afirmando que “foi divertido ler a crítica”. Os juízes deste desafio afirmaram que a faixa de Aphex Twin era “uma óptima melodia, com uma produção concisa e uma identidade própria, apesar de uma mistura inconstante.”

quarta-feira, julho 05, 2006

[DISCO] Dream Metaphor "[Contact]"



Regendo-se pela filosofia “do it yourself” e remando contra uma maré que ainda estranha sonoridades electrónicas diferentes, os Dream Metaphor, ou melhor [Replycant] e Dalila B, oferecem-nos [Contact], uma edição de autor em formato CD-R, formato esse que poderia trazer mais vantagens aos artistas e bandas em Portugal, mesmo que para isso se tenha que investir mais uns cêntimos em vez de se utilizar o “tradicional” MP3.

Formados em Setembro de 2004 aquando da decisão de [Replycant] de se dedicar mais tempo à música, os Dream Metaphor neste [Contact], interpretam música claramente fílmica, melancólica, ambiental e electrónica sempre negra invocando algumas influências sci-fi. As melodias são simples, mas não são básicas como se pode escutar em “New Contact [The Course of the Future]” quarta faixa das cinco que compõem este disco, onde a componente rítmica (quase dançável) acompanha os sons sintetizados, tal como em “Last Contact [We Are Already Dead]”. Apesar do tom melódico com que este [Contact] termina (com as duas faixas anteriores), os 15 minutos de disco iniciam-se com “Firts Contact [Angels Flash] com uma estrutura semelhante a “Yume”, tema dos Dream Metaphor lançado no disco compilação “Saudade: V.A. from Atlantic Coast” com batidas contidas (novamente quase dançáveis) e com uma toada mais dura que os restantes temas. Daqui seguimos para a maior e melhor faixa do disco, “Slow Contact [Ice Isolation]” onde as camadas de tonalidades sintetizadas levam o seu tempo a abraçar uma frase de piano que é assistida por instrumentos mais clássicos.

O cinema e a imaginação de um novo mundo têm lugar em [Contact], primeiro disco dos Dream Metaphor que lhes augura um bom futuro ainda que o mercado português seja restritivo a este tipo de música. Se “Yume” nos agradou, [Contact] também e só podemos esperar com muita vontade de ouvir as remisturas de “Slow Contact [Ice Isolation]”.

+ info:
» MySpace de Dream Metaphor

 

 

 

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