sexta-feira, julho 20, 2007

[DISCO] Burial - Ghost Hardware EP



Ghost Hardware é o novo EP de Burial – que, cá entre nós, não poderia ser batizado com um título mais adequado. Até agora ninguém conseguiu confirmar uma aparição sequer do artista, o que faz aumentar ainda mais a especulação sobre quem estaria por traz do codinome mais comentado do momento. Seria Kode 9? Ninguém pode garantir, embora Steve Goodman, o idealizador do Hyperdub, selo que lançou o produtor, ainda seja apontado como “principal suspeito”.

Com um remix recente para Jamie Woon, Burial segue causando. Talvez a cadência percussiva do seu trabalho seja um ponto de partida seguro para outras elucubrações. Como uma solitária estação de pesquisas abandonada no distante frio polar, suas produções parecem captar fluxos de texturas sonoras que condensam e se desmancham no ar, desencadeadas por uma brisa que sopra diretamente da Jamaica – puro Dub. Além do mais, elas derivam de matrizes rítmicas calcadas no UK Garage e no 2-Step, que se chocam contra nuvens carregadas de subgrave, provocando cataclismas em miniatura ao pé do ouvido.

O EP traz “Shutta”, faixa apresentada por Mary Anne Hobbs (BBC Radio 1), em Abril do ano passado. As inéditas “Ghost Hardware” e “Exit Woundz” completam o vinil. A primeira é uma difícil construção de batidas quebradas, salpicadas de granulações e lampejos. A faixa título tem uma pegada mais “dançante” – se é que Burial pode soar “dançante” em alguma pista desse planeta. Nela, súbitas descargas com muita distorção fazem a cabeça trepidar, enquanto vozes suaves se afogam num caldo sujo, poluído pela maestria e pela sensibilidade de Burial. Em “Exit Woundz”, os beats estabelecem um padrão constante, uptempo, como nas demais faixas. Mas sua tensão é acentuada por synths encardidos, que correm à espreita, em busca do próximo drop. Sem dúvida, três sons brilhantes, dignos de uma audição caprichada, deliciosamente introspectiva e capaz de despertar sensações variadas no ouvinte mais dedicado.

Ghost Hardware reafirma a paranóia sonora do seu produtor: um clima melancólico, excitante, com vocais femininos perdido entre ecos e reverberações, recortes de diálogos, palavras, sussurros, ruídos urbanos, chiados de transmissões de rádio e grave, muito grave. Não fosse uma combinação enxuta de bumbos, caixas e pratos, tudo ficaria em suspensão, como um fantasma enevoado, pouco nítido e disforme, uma assombração materializada através de samples cujas origens foram esquecidas. Burial conjura poltergeists sônicos, com poucos recursos e muita criatividade.

Publicado no Tranquera.org.

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